A Teoria das Molduras Relacionais (RFT, do inglês Relational Frame Theory) é uma abordagem contemporânea que explica a linguagem e a cognição humana como sendo um operante de ordem superior denominado Responder Relacional Arbitrariamente Aplicável (RRAA). O RRAA é estabelecido por meio de interações sociais e culturais e permite que os indivíduos estabeleçam relações entre estímulos com base em convenções sociais, e não em suas propriedades físicas (Hayes et al., 2001).

Os diferentes padrões de respostas relacionais arbitrariamente aplicáveis (RRAA) são chamados de molduras relacionais, como a moldura de coordenação (relações de igualdade ou semelhança), distinção (relações de diferença entre estímulos), oposição (relações entre estímulos que são diametralmente opostos), hierarquia (relações de categorização ou pertencimento) e comparação (relações baseadas em dimensões quantitativas ou qualitativas), entre outras.

Por exemplo, uma criança pode aprender que a palavra “cat” é igual a uma imagem de gato e ao próprio animal (moldura de coordenação), podendo também derivar que a palavra “cat” é diferente de “cachorro” (moldura de distinção). Essas relações, uma vez aprendidas, tornam-se generalizáveis, permitindo que novos estímulos sejam integrados e relacionados em redes simbólicas cada vez mais complexas, sustentando comportamentos complexos, como a resolução de problemas e o pensamento abstrato.

nesse conteúdo inédito nós te ensinamos:

Treinamento relacional e benefícios no TEA

Pesquisas indicam que autistas frequentemente apresentam déficits em habilidades de linguagem complexa e abstrata, o que impacta diretamente sua capacidade de comunicação, interação social e adaptação ao ambiente. O treinamento relacional, embasado na RFT, tem se mostrado uma estratégia eficaz para promover avanços significativos nessas áreas.

Desenvolvimento de linguagem complexa e abstrata

O ensino sistemático de relações arbitrárias pode levar a melhorias na capacidade de compreender e produzir linguagem abstrata, como metáforas, analogias e inferências

Ampliação do repertório verbal

Os treinos relacionais também tem mostrado benefícios na expansão do vocabulário e na generalização da linguagem. Além de apresentar ganhos significativos na capacidade de usar palavras em novos contextos e de combinar diferentes conceitos para formar ideias mais elaboradas.

Ganhos em flexibilidade

A prática de relações como oposição, comparação e diferença ajuda indivíduos com TEA a responder de forma mais flexível a mudanças no ambiente. Essa habilidade está diretamente ligada à capacidade de compreender pontos de vista diferentes, interpretar ironias ou nuances sociais, e adaptar-se a interações imprevisíveis.

Invista no seu conhecimento e prática

Se você busca aprofundar seu conhecimento na RFT e aprender a aplicá-la de maneira prática para promover avanços na linguagem, cognição e socialização em pessoas com TEA, convidamos você a adquirir o curso “Teoria das Molduras Relacionais: Conceitos e Prática”. Este curso é voltado para analistas do comportamento, educadores e terapeutas que desejam uma abordagem científica para intervenções de alto impacto.





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Lista de interessados

Oi, eu sou
Poliana Martins!

Terapeuta, mestre em Psicologia e Cognição pela Universidade Federal de Minas Gerais, doutoranda em Psicologia e Cognição pela Universidade Federal de Minas Gerais. Sou também mãe de 3 crianças, sendo um bebê, uma criança autista e uma adolescente com altas habilidades;

Oi, eu sou
Lorrayne Bragança

Psicóloga graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais. Possui formação em Desenvolvimento: infância e adolescência pela USP. Mestre em Psicologia: Cognição e Comportamento pela UFMG. Pesquisadora sobre Flexibilidade no TEA.