
Ninguém combinou as cores da roupa no dia do parto do Joca, nem daria tempo tamanha a determinação dele em nascer depressa. Aconteceu. Assim como não combinamos sobre o Joaquim, ele apenas aconteceu em nós. Como um terremoto abrindo espaços inexistentes, na carne e no coração: Joca se fez. E embora esse site se chame “meu bebê e o autismo” não era pra ser a história desse bebê, o que agora parece muito confuso. Ou talvez “era pra ser”, e a gente só não soubesse. No plano das coisas que não se veem Joaquim estava predestinado pra ser nosso. Mais um membro na família atípica do Lindeia. Como se fôssemos capazes de criar mais um ser humano no puro suco do caos que é ser nós. Seremos?
Então se você chegou aqui por agora e está confuso: nós também estamos. Essa seria a história do João, a vida com o autismo do João, que descobrimos quando ele era um bebê de 1 mês. Mas aí outros diagnósticos vieram: a superdotação da Soph, a atipicidade da mamãe (TAG, depressão crônica, TEA/TDAH ou ambos), o pai-que-cria com diagnóstico misterioso (sabemos, mas alou P2! 👀).
Mamãe se tornou pesquisadora, mestre especialista em intervenção com bebês e passou a produzir conteúdos profissionais sobre autismo, além de usar esse espaço pra divulgar seus cursos (que são maravilhosos, hein!)
A pandemia exigiu que esse também se tornasse um espaço de divulgação científica e combate da mentira e pseudociência. E assim fizemos.
E pra dar conta de tanta treta, nas sextas butecamos com memes, piadas e conteúdos +18 buscando a leveza no meio da caminhada. Incompatível? Não achamos.
Ninguém combinou como esse site seria, mas calhou de ser assim, por enquanto. Comandado por uma puérpera ainda. Mais seguro que isso só submarino com joystick!
Bem vindos ao nosso buteco!
(Falei que somos crentes-pentecostais desigrejados? Ah não falei. Tá falado, então.)